sexta-feira, janeiro 12, 2007

CCP lança Código de Ética para comércio e serviços

CCP LANÇA CÓDIGO DE ÉTICA PARA O COMÉRCIO E SERVIÇOS

A CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, apresentou em finais de Junho, em cerimónia pública, o Código de Ética para o Comércio e Serviços.

Trata-se de um documento recomendado a todos os associados que vem preencher uma lacuna há muito sentida no sector do comércio e serviços.
O associativismo assume um papel destacado na promoção da ética empresarial. Conscientes desta responsabilidade, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e as Associações suas filiadas adoptam este Código de Ética, propondo-o como uma verdadeira ferramenta de gestão às empresas”, disse José António Silva, presidente da CCP.
Entre as várias vertentes abordadas no Código de Ética estão as boas práticas comerciais relativas a concorrentes e fornecedores, tanto na dimensão competitiva como nos valores partilhados, o desenvolvimento pessoal dos colaboradores, a salvaguarda do meio ambiente, a solidariedade com as comunidades em que as empresas desenvolvem o seu negócio, e a relação com o Estado.
A CCP instituirá um Conselho Nacional de Ética no Comércio e Serviços, visando lidar com situações de incumprimento reiterado das normas éticas deste Código.
O lançamento público do Código de Ética para o Comércio e Serviços contou com a presença do ministro do Trabalho e da Segurança Social e do secretário de Estado do Comércio e Serviços. O painel temático contou com diversos oradores como João Salgueiro, da Associação Portuguesa de Bancos, Ribeiro Mendes da RSE Portugal e Pedro Dionísio, professor universitário e partner da Grande Consumo, entre outros.
O lançamento do Código de Ética do Comércio e Serviços contou com o patrocínio do Millenium bcp, Montepio Geral, Portugal Telecom e Unicre.

Fonte:http://www.ccp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=37&Itemid=56&lang=

Comentário:
Na minha opinião um Código de Ética é um documento onde se encontram redigidos formalmente os princípios, politicas e regras que orientam os indivíduos como forma de os ajudar a desenvolver acções e a tomar decisões eticamente correctas.
È importante referir que em Portugal ainda poucas organizações adoptaram códigos de ética, no entanto nos últimos tempos têm-se notado por parte das empresas uma crescente preocupação com questões relacionadas com a ética empresarial e estes tem vindo a aumentar.
Estes códigos não podem ser encarados como a “tábua de salvação”, no entanto penso que são um grande passo para uma melhoria da ética no seio das organizações bem como para todos aqueles mantêm ligações com as organizações. Eu penso que os códigos não resolvem todas as questões, mas pelo menos podem ser utilizados como um instrumento que ajude as organizações e os seus stackholders a praticarem comportamentos mais éticos. É estritamente necessário que os indivíduos se consciencializem para estas questões, percebendo a importância que elas representam tanto para a organização como para a sociedade. Na minha opinião não vai ser a criação de um código de ética que vai resolver todos os problemas éticos existentes neste sector, se não existir determinação por parte dos indivíduos que fazem parte deste sector para a sua resolução.
O lançamento deste código procura abordar vertentes como as boas práticas que a empresa deve ter para com os seus fornecedores e concorrentes, a responsabilidade ambiental/ social com as comunidades que as empresas desenvolvem a sua actividade, transmitirem aos seus colaboradores os valores da empresa e o relacionamento destas com o Estado.
Penso que em relação à concorrência as empresas devem sempre apostar em práticas comercias que revelem comportamentos éticos, pois a concorrência “saudável” é benéfica para todos, pois para os consumidores os produtos e serviços são de melhor qualidade, a um menor preço, sendo que para as empresas estas prestam um melhor serviço, aumentando o seu valor comercial no mercado. Empresas que utilizam práticas menos éticas e são descobertas muitas vezes passam por muitas dificuldades, pois a má imagem que ficam perante os consumidores revela-se muitas vezes durante um longo período de tempo. O consumidor evoluiu bastante nos últimos tempos, valorizando cada vez mais as empresas que adoptam bons comportamentos éticos, valorizando os bens e serviços que transmitam qualidade, em detrimento daqueles que não revelam qualidade. As empresas devem assegurar que os direitos dos clientes e fornecedores devem ser respeitados, devendo ser garantida a igualdade de tratamento e oportunidades, bem como a garantia de transparência das suas operações, sendo bastante importante manter a confidencialidade das informações.
No que respeita aos empregados a empresa deverá sempre proporcionar bons ambientes de trabalho, sempre relacionando estes com a saúde.
Este código alerta também para a importância que as questões sociais/ ambientais merecem, pois sabe-se os problemas existentes nestes domínios. As empresas como são responsáveis por grande parte do consumo dos recursos naturais devem fazer tudo para que cada vez mais racionalizem os recursos ao máximo, tentando sempre apostar nas energias renováveis. No âmbito social as empresas também tem algumas responsabilidades, devendo estas tomar medidas para o melhor bem-estar social.
Para mim um ponto importante nesta notícia é a criação de um Conselho Nacional de Ética no Comércio e Serviços, visando lidar com situações de incumprimento reiterado das normas éticas deste Código, pois permite penalizar as empresas que não cumpram o código e indirectamente beneficiando aquelas que cumpram, pois aquelas que não cumprem serão lhe aplicadas sanções, beneficiando assim as outras que cumprem. Imagine-se um caso em que uma empresa pratique concorrência desleal, será lhe aplicada uma sanção (exemplo: coima, indemnizações), beneficiando assim aquelas que cumprem.
O apoio do lançamento do código de ética por algumas empresas, mostra a atenção que algumas já mostram nesta temática. As empresas começam a aperceber-se que estas questões são bastantes importantes, não apenas no que respeita à ética, mas também por exemplo nas questões económicas, pois estudos revelam que empresas que empregam politicas éticas obtêm melhores resultados económicos.
Podemos concluir, que os códigos de ética podem não conseguir resolver todas as questões relacionadas com este tema, mas podem ser um instrumento bastante útil para a sua resolução. É importante referir o patrocínio de algumas empresas neste código, o que revela a importância que algumas empresas estão a dar nesta temática.

1 comentário:

Orlando Roque disse...

"Notícia Inválida" por ausência de conteúdo ou ligação ético-profissional.